Parabélum: A historia do assassinato do motorista Gregório

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SINOPSE:

"A história do motorista Gregório incorporou-se à cultura popular, perpetuada em milhares de fiéis que diariamente suplicam para alcançar graças pelos mais diversos motivos. Mas nem sempre o que cai no domínio popular corresponde à verdade. A versão de um crime que abalou a capital piauiense, no final da década de 20, apresenta desdobramentos controversos. Iniciado na cidade de Barras, a pouco mais de 100 km de Teresina, o episódio que envolveu Gregório Pereira dos Santos ainda está envolto em mistérios.

Conta a versão popular que o motorista atropelou uma criança nas ruas de Barras, no dia 14 de outubro de 1927. Era um menino, que veio a falecer dois dias depois. Gregório foi trazido para Teresina, amarrado a uma árvore às margens do rio Poti e executado pelo tenente Florentino de Araújo Cardoso, Delegado de Polícia de Barras e pai da criança. Faleceu com sede e fome, sem que lhe ouvissem as súplicas. Essa é a versão que corre as ruas. No entanto, ainda persistem muitas situações adversas, que culminaram com a dupla tragédia. Embora algumas constatações contradigam a história, por outro lado ajudam a melhorar a sua compreensão.

Esta é uma obra de ficção. Não foi escrita para reconstituir uma verdade histórica, mas para dar um ar romanesco à trajetória de Gregório até Barras e para compreender o seu envolvimento com a cidade e as razões do crime que o abateu. Um simples mortal, de vida sem muita expressão, sai do anonimato para transformar-se em mártir de mais de uma geração. A probabilidade do seu poder de cura, como por décadas vem sentindo um povo de fé, é mais um mistério que envolve um paraibano que teve a vida ceifada pelo abuso de poder e pela incontrolável ação de justiça pelas próprias mãos."

Trecho do livro:

“Por um tempo imperceptível Gregório sentiu que todas as suas esperanças haviam se esvaído. Esperança de continuar a viver, de rever a família, de se dedicar mais à sua profissão, de sentir que não havia dúvidas sobre a sua inocência. As pernas enfraqueceram, o corpo cambaleou, a integridade desmoronou, a esperança se foi. Os joelhos curvaram-se para frente e tocaram o chão como se implorassem por uma última chance. O corpo não suportou o peso de tamanha injustiça praticada. Caiu de bruços, manchando de sangue o chão e a vida do tenente. O rosto de encontro à terra, o corpo revirado, a alma despedaçada, uma tragédia dissipada no ar desesperador daquela manhã. Os gritos, os choros, o desespero das testemunhas eram a maior prova do absurdo cometido. Findou-se uma vida em sua plenitude. Ceifaram-se as esperanças. Acabaram-se os sonhos, enterrou-se o futuro. Nada mais havia que trouxesse a harmonia de volta. Vingança, desespero, ódio, irracionalidade, preconceito racial. Muitas razões sobravam na mente do matador, mas poucas foram as chances da vítima. Só restou um corpo humilhado, sob os olhares pasmos dos que presenciaram a cena. Sete da manhã de 17 de outubro de 1927. Caiu morto, sem chances de defesa”..


Autor: Eneas Barros

Editora: Nova aliança

Ano: 2013

Número de páginas: 227

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